segunda-feira, 25 de maio de 2009

PROJETO DE MONOGRAFIA
RESPONDENDO AS QUESTÕES I E II.

A EDUCAÇÃO POPULAR NO CAMINHO DA EMANCIPAÇÃO HUMANA

Daniela Silva


A educação popular se constituiu, entre as décadas de 50 e 60 do século passado, como um paradigma educacional relacionado às diversas lutas de libertação dos povos latino-americanos. Foram diversas experiências educativas implementadas nesse período histórico que, juntas implementaram o campo pedagógico denominado educação popular, que virou referência para as lutas em prol de grupos excluídos socialmente e de diversos movimentos sociais.
Segundo Zitkoski (2000), esse movimento pedagógico originário da Educação Popular propôs uma teoria inovadora nas relações homem-sociedade-cultura. Enquanto pedagogia, a Educação Popular fundamenta-se concretamente na transformação da realidade social através de uma visão libertadora.
Esta educação deve ser para o povo, mas uma educação que o povo cria que vem de base, de baixo para cima. Através de um processo de emersão das classes sociais marginalizadas, que passam de objetos do sistema econômico para sujeitos políticos.
Isso justifica, basicamente, a minha opção por este paradigma e a possibilidade que vislumbro nele de se constituir numa poderosa ferramenta para a emancipação humana na educação popular.
Emancipação é conscientização, racionalidade e ao mesmo tempo, adaptação dos homens ao mundo, no sentido de ensejar orientações para que estes homens e mulheres se situem no mundo. Neste aspecto, acentua a ambigüidade do conceito de educação para a consciência e racionalidade. Uma educação emancipatória deve desenvolver princípios individuais e sociais (adaptação e resistência). Segundo Feitoza (2006), a educação deveria fortalecer a resistência mais que as condições de adaptação dos humanos e humanas.
Será possível pensar em uma educação popular emancipatória? A pesquisa pretende mostrar quais as contribuições da educação popular para a emancipação humana, percebendo que uma educação popular necessita estar fincada na constituição de novas relações econômicas, sociais e culturais, caminhando na direção do reino da liberdade. Com isso investigarei como a Educação Popular pode contribuir efetivamente para a constituição de sociedades democráticas, pois a emancipação exige democracias; democracia de processos institucionais; novas interações pedagógicas são espaços para a Educação Popular; - o conhecimento e o domínio processual das necessidades da natureza; o materialismo histórico e dialético ainda se apresenta como uma das possibilidades vigorosas, no campo teórico – metodológico da Educação Popular.
Quero afirmar que não percebo esses indivíduos inseridos na educação popular de forma isolada, pois a possibilidade da emancipação humana nos obriga a discutir a sociedade capitalista e seus processos de exclusão/inclusão. Eis ai um grande desafio dos(as) educadores(as) comprometidos(as) ética e politicamente com as classes populares.

REFERÊNCIAS


ZITKOSKI, Jaime José. Horizontes de (re) fundamentação EM EDUCAÇÃO POPULAR. Um diálogo entre Freire e Habermas. Frederico Westphalen; URI, 2000.

SILVA, Márcia Alves da. BAVER, Jaciara Krolow. Educação e trabalho como um processo de emancipação humana com a população carcerária. Xerografado, s/d.

FEITOZA, Ronney da Silva. Educação Popular e emancipação humana: matrizes históricas e conceituais na busca pelo reino da liberdade. Anped, GT: Educação popular. Xerografado, s/d.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

relatorio da aula do dia 21

a aula começou com a apresentação , Lenilda que falou sobre a A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL e falou da necessidade de começar a trabalhar desde o inicio para que os alunos não cheguem até o ensino médio sem entender o que acabou de ler como muito vem acontecendo atualmente.
Logo após a colega Loudes falou sobre o seu tema a A MANIPULAÇÃO DE COMPORTAMENTO A QUE GESTORES DE ESCOLAS PARTICULARES DE SALVADOR SUBMETEM OS PROFESSORES.
em que muitos professores acabam sendo submetido a uma violência moral. Os gestores dessas escolas que muitas vezes estão interessados apenas no seu interesses acaba humilhando e desrespeitando com palavras, gestos e com incentivo a competividade que muitas vezes os professores acabam trabalhando individualmente.
Depois foi a fez de Adriana que falou que o tema já existe por volta de 2 anos com o tema sobre A ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. que atende aos trabalhadores de baixa renda, falou sobre a importância da alfabetização para os trabalhadores que o ajudaria a sair da sua condição atual. Irá constar também sobre o papel do professor na formação desse indivíduo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Relato da aula do dia 19/05

A aula começou com a apresentação da aluna Carolina Campos, cujo tema de monografia consiste nas "Mudanças ocorridas no processo de formação continuada dos professores da rede municipal de Salvador para trabalharem a lei 10639/03."Logo em seguida, a aluna Caroline Moura apresentou seu projeto de monografia. Seu tema refere-se à importância de uma educação escolar voltada aos valores humanos. O professor falou do livro " a arte de ler" do autor Mortiner José Adler. Nas próximas aulas continuam as apresentações.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Minha monografia- A importância da educação de valores humanos na escola

Introdução

Atualmente se observa que nas instituições educacionais ocorre uma supervalorização da formação de futuros profissionais. Os conteúdos, muitas vezes, são ensinados com uma essência unicamente técnica e distante do interesse dos alunos, deixando de lado a educação do ser integral, que também possui sentimentos e precisa desenvolver valores morais para atuar como bons cidadãos dentro da nossa sociedade.
No Brasil, o grande índice de violência urbana e de corrupção, mostra a necessidade de uma educação mais plena e humanista, que procure entender o aluno como um ser de caráter individual, que possui uma realidade social. Dessa forma o educador poderá se aproximar do educando e intervir de maneira que possa lhe atribuir valores que irá contribuir na sua formação.

“ A ética pode ser importante no estabelecimento de normas para o convívio social, a fim de impor limites ao egoísmo e à violência, tão profundamente arraigados na maneira de ser dos humanos.”(CATÃO, Francisco, pg.30)

Mas o que são valores humanos? Valores podem ser definidos como fundamentos que devem determinar as ações do homem na convivência social. Não necessitam de explicações maiores para existir, eles existem em si mesmos, pois, por exemplo, devemos ser solidários com os outros por que a solidariedade é um valor, assim como a honestidade, a humildade, a tolerância, e assim por diante. Os valores são universais.
Esta pesquisa tem como objetivo investigar a real importância de uma educação escolar pautada nos princípios dos Valores Humanos, sendo abordado os seguintes temas:

Educação de valores e educação religiosa - diferenças e semelhanças
Possibilidades de como educar os valores na escola e prováveis resultados
Cidades Educadoras - Um programa de educação integral

No espaço social cheio de conflitos e maus exemplos que está dentro da realidade do aluno, é importante que pedagogos pensem mais na questão de desenvolver o lado humano e cidadão do seu educando, criando estruturas para que isso ocorra. Essa supervalorização na formação de profissionais bem sucedidos podem até formar pessoas críticas, mas não definem suas condutas para o bem ou para o mal. O homem pode utilizar sua capacidade intelectual para criar ou destruir. Por isso a importância de se desenvolver valores humanos dentro da escola.


1-Educação de valores e educação religiosa - diferenças e semelhanças

Quando se fala em valores humanos e éticos na educação, é comum se fazer uma ligação com ensino religioso. Isso acontece por que na história, houve um predomínio da Igreja sobre os vários setores sociais, inclusive a educação, o que deixa seus vestígios ainda na atualidade. “Essa maneira de entender a educação ética como componente da educação religiosa acabou prevalecendo no cristianismo e se cristalizou no inicio da era moderna...” (CATÃO, Francisco, pg. 26). Isso está tão enraizado que quando uma mãe pretende uma educação integral para o seu filho, por exemplo, procura de preferência uma instituição religiosa, para educar com valores humanos e éticos. Mas uma educação ética autônoma é diferente de uma educação ética religiosa cristã, apesar de haver também convergências.
Na educação ética cristã, os valores são apreendidos e exercidos, algumas vezes para uma transformação do interior do indivíduo afim da sua evolução espiritual, outras vezes para agradar a Deus ou mesmo por temor a ele. Neste último caso, apreender valores por medo, é insuficiente por que o indivíduo apenas age de acordo com alguns princípios por que se sente oprimido, perdendo sua autonomia. Ele age segundo os valores que apreende da sua religião por que teme a Deus, o que não significa uma real transformação interna.
A educação ética autônoma é a apreensão dos valores humanos para transformação do indivíduo e consequentemente para transformação social, baseados no próprio desejo da justiça, da paz, e do respeito na sociedade. Não se trata de negar a religiosidade, já que a própria religiosidade pode ser um complemento para que essa transformação ocorra, mas trata-se de respeitar diversidade de crenças, o que por sua vez faz parte dos valores humanos. Não se trata também de negar a importância das instituições religiosas de ensino, como as Escolas adventistas, católicas, ou espíritas, já que existem grupos sociais que preferem que a educação de seus filhos ocorra em uma linhagem religiosa específica. Trata-se de trazer a educação de valores morais e éticos também para escolas laicas, sejam elas públicas ou particulares, desvinculado esses princípios da religiosidade, como não estamos acostumados a fazer.


2- Possibilidades de como educar os valores na escola e prováveis resultados

Educar valores na escola não é tarefa fácil. Implica enfrentar complexibilidades de situações variadas. Há casos, por exemplo, em que a questão da segurança e do valor entram em conflito na escola, como o modelo a seguir dado por Klébis (Klébis e Menin, 2000, p. 36) :
“Uma determinada escola pública recebeu a denúncia que alguns alunos estariam levando "droga" para ser distribuída dentro da escola. A diretora comunicou o fato à Polícia Militar que determinou a averiguação da denúncia imediatamente. Justamente neste dia, uma 5ª série estava em aula vaga no pátio devido à falta de um professor. Eram alunos cuja faixa etária se concentrava entre 10 a 12 anos. Com a chegada da Polícia Militar na escola, a Diretora solicitou à inspetora de alunos que chamasse os meninos para a sala de vídeo, dizendo aos mesmos que eles iriam assistir a uma projeção. Em hipótese alguma os alunos deve-riam saber que os policiais estavam na escola. Na sala de vídeo, os alunos foram submetidos a uma revista pelos policiais, ficando apenas de cuecas. Como se não bastasse, passaram pelo constrangimento de terem que abaixar a cueca, ficando de cócoras (procedimento usado nos presídios para detectar a presença de droga no ânus). A Diretora argumentou, em resposta à revolta dos pais, que sua intenção era a de proteger os alunos contra as drogas que poderiam estar circulando pela escola, bem como descobrir os culpados”.
Este exemplo mostra um dilema moral que em busca da segurança dos alunos, a diretora utilizou de estratégias que envolveram toda uma situação de constrangimento e de revolta dos pais, achando ela que tinha certeza que aquela era a coisa certa a se fazer. Mas ela não pensou na questão da autonomia dos alunos. Eles foram forçados a passar por uma situação constrangedora que poderia também ser resolvida de outra forma: passar a informação para as crianças sobre os malefícios que a drogas propiciam e auxilia-las a decidirem por si mesmas a se protegerem dos riscos que as drogas podem causar. Essa forma traria resultados prolongados, e eficazes ao contrário da ação imediata realizada pela diretora, que poderia causar até revolta e reação contrária ao desejado por ela nos alunos. Esta é uma possibilidade entre outras que poderiam surgir.
Então fica uma questão: Que outras possibilidades se poderia citar para que a escola eduque o valor e a ética nos alunos? A resposta é: infinitas, já que as situações são imprevisíveis. Por isso o professor deve estar preparado para enfrentar as diversas situações que surgir, dando o exemplo através da ação. Ação esta, que deve também estar pautada nos próprios valores como os de justiça e respeito.
Nos exemplos a seguir, temos três exemplos interações professor-aluno, de salas de aula no jardim de infância de escolas públicas, tiradas de gravações em vídeos, envolvendo dois dias em cada classe. A primeira classe parece um “campo de treinamento de recrutas”, onde a professora é o sargento:
“Ouçam, minha paciência não vai durar muito com vocês hoje. Sente-se (gritando e apontando seu dedo para uma criança)! Três, 6, vamos (enquanto a professora bate palmas uma vez para cada número, tanto ela quanto as crianças recitam em uníssono). Três, 6,9,12,15,18,214,24,27,30. Múltiplos de 5 até 100. Vamos...” ( DEVRIES, Retha; ZAN, Betty, pp. 18).
Nesta sala as crianças não possuem nenhum autocontrole autônomo, pois a professora controla totalmente o aluno, lhes diz o que fazer e o que devem pensar. Além disso, elas não podem se relacionar socialmente na sala, umas com as outras, tem que ficar o tempo todo em silencio e quietas nas carteiras. Suas idas ao banheiro têm horários estabelecidos. O recreio é privado pelo “mau comportamento”. O estresse desta sala de aula contribui para que as crianças se agridam mais umas com as outras do que qualquer outra sala de aula.
A segunda classe, a professora é uma mentora amistosa, onde os alunos são ouvidos e sentem-se à vontade.
“A mãe de M traria nosso lanche hoje, mas ela não chegou aqui a tempo e então ficou para amanhã. A única coisa que temos para comer aqui são algumas caixinhas de passas de uva. Nosso problema é que não temos o suficiente para darmos para cada pessoa uma caixa inteira. (M levanta a mão). M tem uma idéia. O que devemos fazer, M? (M sugere que abram as caixas e distribuam as passas em pratos) Essa é uma boa idéia.Se todos tivessem um prato, quantos pratos precisaríamos (sorri, na expectativa)? (E diz que 17, mas L chama a atenção para o adulto que está filmando (B), para N ( que preferiu não participar do grupo) e para as duas crianças que estão dormindo e não foram contadas)...” ( DEVRIES, Retha; ZAN, Betty, pp. 19).
Nesta sala, os alunos têm autonomia, a professora ouve as sugestões deles, respeita suas idéias, auxilia para que os próprios alunos construam suas regras, sustenta o valor da justiça, a ida no banheiro não tem horário estabelecido, e os conflitos são oportunidades das crianças refletirem sobre a opinião do outro. O afeto na sala é uma constante.
A terceira classe, a professora parece uma gerente que guia qual deve ser as ações dos alunos, em um tom calmo e sério:
“Vamos colocar um zíper aqui (faz um movimento de fechar um zíper em sua boca) por que precisamos olhar e prestar atenção. Aqueles que desejam aprender, sentem-se e escutem. Se vocês querem brincar, terão de fazer isso depois, OK? E, sente-se. ( A criança pede para beber água ). Não, sinto muito, estamos esperando que você se sente...” ( DEVRIES, Retha; ZAN, Betty, pp. 19).
Nesta sala, os alunos possuem pouca autonomia, e o ambiente da sala é relativamente relaxado. A professora possui uma relação impessoal com seus alunos e sua vontade prevalece. Quando há discussões entre os alunos, a professora não tenta solucionar o problema com justiça, passando por cima dos sentimentos da vítima. As crianças não possuem auto-confiança.
Podemos perceber nesses exemplos, interações diferentes entre professor-aluno e aluno-aluno e os resultados que essas ações proporcionam. O segundo exemplo é o único que obedece ao ideal de uma classe com um bom ambiente sócio-moral.

4- Cidades Educadoras - Um programa de educação integral

Existem atualmente algumas instituições e organizações educacionais que têm como principal objetivo a educação integral do ser humano, provando a possibilidade de se trabalhar os valores do homem e servindo de exemplo para outras instituições. Algumas pertencem a um determinado país, estado, cidade ou município e outras tentam abranger todo o planeta.
Em Barcelona, no ano de 1990, no I Congresso Internacional de Cidades Educadoras, iniciou-se o movimento das Cidades Educadoras que deu origem, em 1994, à Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE). Esse programa, apesar de possuir o objetivo de abrangência internacional da sua idéia, funciona dentro da cidade associada ao programa. Em outubro de 2004 já faziam parte da AICE 293 cidades de 33 países.
O AICE, é uma associação onde tem como objetivo, fazer funcionar a idéia do programa Cidades Educadoras, ou seja, cidades que usem, com a ajuda de vários segmentos sociais, com a comunidade local, as instituições e as entidades particularmente educativas, usem a sua capacidade de educar formal, informal e não formalmente o seu cidadão, principalmente crianças e jovens, independente de classe, ou gênero. Cada cidade educa segundo suas características culturais, usando suas potencialidades educacionais, seguindo os princípios da Cidade Educadora, definido na Carta das Cidades Educadoras. Esta carta fundamenta-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948); no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1966); na Declaração Mundial da Educação para Todos (1990); na Convenção nascida da Cúpula Mundial para a Infância (1990) e na Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (2001).
O projeto possui três funções pilares: o desenvolvimento da Cultura, da Educação e da Ação Social. Como um exemplo, na cidade de Braga, associada das Cidades Educadoras, já foi registrada:

“... a emergência e o desenvolvimento de programas de educação ambiental em colaboração com empresas públicas municipais e as campanhas de sensibilização da população, a promoção de actividades englobadoras de centros de interesse de associações locais e de animação de rua, o apoio a iniciativas locais (algumas delas de alcance nacional), a disponibilização de espaços para sede e funcionamento de associações e comissões diversas, a criação de parques e espaços de lazer, as iniciativas de ocupação e mobilização das crianças em períodos de férias escolares, a criação e dinamização de espaços culturais municipais e de espaços e programas pedagógicos, a evolução da política de remoção de barreiras arquitectónicas nas ruas e edifícios de acesso público, os programas de recuperação do centro histórico e de criação e alargamento da zona pedonal, a oferta de programas e roteiros de “visita guiada” a Braga monumental e histórica, as medidas de prevenção e segurança e a coordenação dos bombeiros sapadores e da polícia municipal, a evolução das políticas de alojamento das pessoas com menores recursos económicos, a política de articulação da rede e horários dos transportes públicos com a rede e horários dos estabelecimentos de educação e ensino, a articulação da política de crescimento urbano e de expansão dos equipamentos escolares.”(MACHADO, Joaquim: Actas dos ateliers do Vº Congresso Português de Sociologia, pp. 87)


Pode-se perceber através das ações realizada em Braga uma grande mobilização de estruturas sociais e ações de caráter cultural, o que é importante para a formação da identidade do cidadão dentro da sua cultura, mas ainda não cita a educação dos valores humanos como um dos objetivos do programa. Mas alguns dos princípios da Carta das Cidades Educadoras, mostram que a educação de valores também é uma das finalidades do programa:

-9-

“A cidade educadora deverá fomentar a participação cidadã a partir de uma perspectiva crítica e co-responsável. Para tanto, o governo local deverá oferecer a informação necessária e promover, transversalmente, orientações e atividades de formação em valores éticos e de cidadania.
Deverá estimular, ao mesmo tempo, a participação cidadã no projeto coletivo, a partir das instituições e das organizações civis e sociais, levando em consideração iniciativas privadas e outras formas de participação espontânea.” (Carta das Cidades Educadoras, pg. 6).

-10-

“O governo municipal deverá dotar a cidade de espaços, equipamentos e serviços públicos adequados ao desenvolvimento pessoal, social, moral e cultural de todos seus habitantes, com especial atenção à infância e à juventude”. (Carta das Cidades Educadoras, pg.7).

-20-

“A cidade educadora deverá oferecer a todos seus habitantes, como objetivo cada vez mais necessário à comunidade, formação a respeito de valores e práticas de cidadania democrática: o respeito, a tolerância, a participação, a responsabilidade e o interesse pela coisa pública, por seus programas, seus bens e seus serviços”. (Carta das Cidades Educadoras, pg. 9).

O principio 9 deixa claro que para que haja uma participação responsável e crítica dos cidadãos no programa, é necessário um educação de valores. O 8º principio já prioriza os espaços equipamentos e serviços públicos para que todos os habitantes, principalmente crianças e jovens, tenham um desenvolvimento integral (pessoal, social, moral e cultural). Já o principio 20 mostra que o programa deverá oferecer para a população a formação dos valores humanos para a prática da cidadania, que segundo a carta, se faz cada vez mais necessário para comunidade.
Através do exemplo desse programa, podemos perceber que a formação integral, se faz necessário na educação. Não se deve ensinar apenas o necessário para “passar no vestibular”, e nem somente o ensino de valores. Deve haver o equilíbrio entre ambos, além da valorização da cultura em que o individuo está inserido, para que se forme também a sua identidade cultural, importante para a sua compreensão e atuação na sociedade.

sábado, 16 de maio de 2009

Aula do dia 14/06

A aula começou com a apresentação da colega Nayara, com seu projeto de monografia que tem com tema "A avaliação escolar". Logo depois foi a vez da colega Maria Conceição com o tema sobre a importancia dos contos de fada na educação infantil. Já Thiala apresentou o tema ludicidade na pedagogia hospitalar.

Bom fim de semana!!!

Ass: Carol Moura

terça-feira, 12 de maio de 2009

Relato da aula do dia 12/05/09

Na aula de terça-feira estava programada na agenda, o início das apresentações dos projetos de monografia respondendo as questões números 01 e 02.
A colega Verônica Novis iniciou a sua apresentação sobre o seu projeto de monografia comunicando a troca de tema em virtude de ter encontrado outro eixo temático mais viável que o anterior. O título provisório versa sobre o "Projeto Horta Escolar: as condições para os processos de ensino e aprendizagem para a Escola Municipal Rio das Contas e para o desenvolvimento sustentável". Esta escola se localiza na zona rural do município de Manoel Vitorino, no semi-árido baiano.
A apresentação seguinte ficou a cargo da colega Meirejane Santos Souza, e o projeto de monografia dela tem como titulo " Evasão Escolar no ensino superior no curso de Pedagogia da Universidade Federal da Bahia". Inicialmente na introdução do projeto consta um conceito de evasão, no qual explica que é o desligamento da instituição de ensino, sem que esta tenha controle do mesmo, usado como desculpa os diversos fatores internos e externos que acabam incentivando e interferindo, para que continue aumentando o índice de evasão.
A autora do supracitado projeto explica o que seriam esses problemas internos: metodologias dos professores, que muitas vezes não conseguem prender os alunos que se mostram desinteressados, professores que administram as sua aulas sem planejamento deixando a turma sem referência de mestre em sala de aula. Professores descompromissados, metodologias e outros. Os problemas externos indicam que a falta de ajuda quanto as condições dos alunos, não estender o número de vagas nas creches para os filhos dos alunos, não ampliação das bolsas de estudo e pesquisa, condição social do aluno, filhos, trabalho, transporte, moradia e outros fatores podem contribuir para a evasão dos estudantes.
Após a exposição dos projetos das colegas, o professor Miguel Bordas fez uma exposição oral acerca da aprendizagem significante, teorias da prendizagem (inclusive e relevante: objetiva e subjetiva) e jogos infantis.
Próxima aula será a continuação dos projetos de monografia respondendo as questões segundo a escala de apresentações.

Atensiosamente,

Carolina Campos
Estudante 8º semestre de Pedagogia - FACED/UFBA

sexta-feira, 8 de maio de 2009

PESQUISAS NO GOOGLE (referente a apostila)

Aí vai um pouco sobre as pesquisas que realizei (demorou, mas chegou!)...

PESQUISA DE BUSCA NO GOOGLE

Após algumas leituras sobre o Relatório Faure, consigo relacioná-las com o meu tema na medida em que penso que o Projeto Horta Escolar traz muitas contribuições para a Escola Municipal Rio das Contas, que atende o público infantil. Faure afirma que a escola de educação infantil deve organizar flexível e livremente o ensino de crianças em idade pré-escolar, procurando meios de associar a família e a comunidade. E é isso que o Projeto que vou analisar propõe. Uma educação significativa para os alunos da Escola e uma integração com toda a comunidade da região. Além disso, favorece a construção integral do ser para que esse se torne um adulto autônomo.


Apesar da sigla AICE significar Associação Internacional de Cidades Educadoras e o meu tema de monografia ser focado no âmbito rural, consegui perceber relações entre ambos. O projeto Horta Escolar visa o desenvolvimento sustentável da região, ou seja, promove ações para melhorar a qualidade de vida dos habitantes da mesma. Também em consonância com os princípios da AICE, ainda fortalece a parceria e a troca de experiências entre todos os envolvidos no processo. Assim como a AICE, o Projeto é uma iniciativa de referência (no meu caso, para muitos municípios rurais da Bahia) que dá certo.
Considero demasiadamente importante o fato da cidade educadora ter como objetivo permanente o aprender, o trocar, o partilhar e, por consequência, enriquece a vida dos seus habitantes, formando-os e desenvolvendo-os como seres humanos e profissionais. As crianças da EMRC, a partir das ações do projeto, podem atuar em sua comunidade produtivamente e serem multiplicadores (dentro de casa, trocando idéias com outras gerações) dos conhecimentos construídos no espaço escolar.
O Projeto torna-se mais interessante ainda por respeitar e, ao mesmo tempo, fortalecer a identidade campesina da região em que foi implantado e entendo que o respeito à diversidade e a não modulação é um dos pontos cruciais para que os processos de ensino-aprendizagem sejam prazerosos e significativos.
A horta construída na EMRC, além de contribuir para a aprendizagem dos alunos ao possibilitar um trabalho interdisciplinar, ajuda na manutenção do espaço escolar, pois os seus produtos (totalmente orgânicos) são usados na merenda escolar das crianças e vendidos para moradores locais. Ou seja, o dinheiro arrecadado com as vendas, vai para o caixa escolar.


Ao ler sobre Bruner, descobri que ele é um estudioso da Psicologia Cognitiva que busca entender melhor a atividade mental e encontrei, em um artigo, uma citação do mesmo que diz que cultura “é um conjunto de ferramentas com técnicas e procedimentos para entender o seu mundo (do indivíduo) e lidar com ele.”. Acredito que a horta (mas não só ela sozinha; é uma junção de muitos outros fatores e fatos) serve como uma “ferramenta com técnicas e procedimentos” que proporcionará a toda comunidade escolar conhecimentos interligados com a realidade em que vive.

As leituras sobre “APRENDIZAGEM DE LONGA VIDA SUSTENTÁVEL” serviram bastante para reflexões a respeito de meu tema, que envolve, intimamente, o desenvolvimento sustentável de uma região. Essa frase do texto Ecologizar sintetiza o que é desenvolvimento sustentável: “A característica central do desenvolvimento sustentável é sua capacidade de perdurar ao longo do tempo, mantendo um padrão de vida adequado.” (RIBEIRO). Quero ver, através de minhas pesquisas e estudos sobre o projeto, perceber com mais clareza como ele é capaz de desenvolver sustentavelmente a região, em equilíbrio com o meio ambiente. Atualmente, se não cuidarmos do nosso planeta, continente, país, estado, cidade, bairro, casa... Nada poderemos ser e obter. Não dá mais, diante das respostas que a natureza e o próprio mundo nos dão, para continuar vivendo sem pensar nas conseqüências de nossas atitudes e, consequentemente, desconsiderando o bem-estar das gerações futuras. Os seres humanos e suas comunidades precisam, urgentemente, encontrar modos de conviverem harmoniosamente com o meio em seus aspectos ambientais, sociais e econômicos, sem abandonar idéias de crescimento e evolução. Que desafio grande (!), mas não acho impossível se cada um, assim como o IDAN – Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio – ONG que viabiliza o Projeto Horta Escolar, fizer a sua parte através de ações que promovam um desenvolvimento sustentável e uma consciência sobre o assunto. E o projeto Horta Escolar procura envolver toda a comunidade no processo por acreditar que essa é a única saída para o empreendimento dar certo.

Pesquisando sobre “O ensino na sociedade do conhecimento”, encontrei um ótima resenha de Francisco Valente sobre o livro de Andy Hargreaves – O ensino na sociedade do conhecimento: A educação na Era da Insegurança. Concluo, após a leitura, que a escola e os professores devem priorizar o ensino a serviço da criatividade e inventividade para que os estudantes tenham condições de viverem bem e alcançarem uma estabilidade econômica pautada em valores éticos e de parceria com a comunidade, no sentido de construírem uma sociedade mais justa. Outra questão relevante para o meu trabalho monográfico, já que esse envolve a configuração do currículo de uma escola campesina:
“A reforma educacional padronizada (isto é, que não leva em conta as peculiaridades, necessidades e expectativas da clientela escolar) tem tanto valor para uma economia do conhecimento vigorosa em uma sociedade civil forte quanto gafanhotos para uma plantação de milho”. (Hargreaves).
O livro exemplifica uma escola que consegue ensinar na sociedade do conhecimento e percebi uma ligação entre o que se preconiza na EMRC: “A escola promove equipes nesse sentido, envolve a todos no contexto geral de seus rumos, utiliza a tecnologia para promover a aprendizagem pessoal e organizacional, baseia as decisões em dados compartilhados e envolve os pais na definição dos rumos dos estudantes quando estes deixam a escola. É uma comunidade de cuidado e solidariedade, bem como uma comunidade de aprendizagem que dá à família, aos relacionamentos e a uma preocupação cosmopolita com os outros no mundo.”
Enfim, precisamos refletir sobre que tipo de ensino queremos para a sociedade atual: um que alimenta o capitalismo, sua fúria e as desigualdades, ou um que busque transformar o espaço em que vivemos em um local mais justo?


Vale ressaltar que se minha monografia ainda fosse sobre Formação de Professores, com certeza eu iria adicionar o texto de Rita de Cássia Medeiros Gomes - “Formação de Professores: um olhar ao discurso do docente formador” - às minhas referências bibliográficas. Esse é um texto que aborda questões importantíssimas em relação ao tema através de uma linguagem simples e de fácil entendimento.